Alojamento Turístico e Restauração caem menos no 2.º confinamento

Por a 25 de Março de 2021 as 16:09

As categorias de Alojamento Turístico e Restauração foram dos setores mais vulneráveis e que mais impacto sofreram com os períodos de confinamento e restrições à circulação em Portugal – análise que tem conta o valor acumulado das compras físicas e online, em comparação com o período homólogo, revelam os dados mais recentes do SIBS Analytics. Assim, a transição de muito negócios para o online “foi o que permitiu compensar as perdas nos setores”, salienta o relatório.

De facto, é visível uma tendência de quebra acentuada dos setores do Alojamento Turístico e da Restauração (valor em euros das compras físicas e online) ao longo de todo o ano, mas com maior evidência no período do primeiro confinamento (18 de março a 3 de maio de 2020), em que se verifica um decréscimo de 84% nas transações face ao período homólogo.

No período de menores restrições verifica-se uma certa recuperação do setor, apesar de ainda em queda (-31% e -35%, de 4 de maio a 8 de novembro de 2020 e de 9 de novembro a 14 de janeiro de 2021, respetivamente), mas volta a cair consideravelmente no 2º confinamento com o valor das transações a descer 62% (ainda assim, ligeiramente melhor do que no 1º confinamento).

Outro indicador relevante é a diminuição do ticket médio por compra, que desce de 21,8€ no período considerado ‘antigo normal’ para os 18,6€ no 1.º confinamento, o que representa um decréscimo de 15%. O valor médio por compra volta a subir nas 1.ª e 2.ª fases de restrições para 25,5€ (+25%) estabilizando nos 19€ nos dois períodos a seguir.

Por outro lado, no que se refere ao número total de operações, verifica-se o aumento do peso do MB WAY tanto nos pagamentos físicos como no canal online. De facto, o MB WAY evidencia um crescimento significativo de 1 a 4 vezes nos pagamentos em loja no setor, sobretudo a partir da 1.º e 2.º fases de restrições, face ao período homólogo – o que reforça a preferência do consumidor pela redução do contacto físico na compra e por soluções móveis, convenientes e seguras. Nas compras online, verifica-se uma progressiva adoção do pagamento com MB WAY ao longo de todo o período em análise, com destaque para a 3.ª fase de restrições e 2.º confinamento, em que o pagamento por MB WAY superou em 4,6x e 3,9x, respetivamente, o número verificado no período homólogo.

Ainda no que se refere ao online, foi o comércio digital que permitiu alguma recuperação nos setores da Restauração e Alojamento Turístico, que chegaram a apresentar crescimentos significativos neste canal ao longo do período de pandemia, chegando a crescer 4,6x no 1.º confinamento e 3,2x no 2.º confinamento.

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