Setor da restauração cresceu 14,2% face a 2020

Por a 29 de Julho de 2022 as 14:04
restauração
Mensagem Restaurante. Créditos: Francisco Bagnola.

A faturação de 2021 do setor da restauração em Portugal registou uma recuperação face a 2020, num crescimento de 14,2%, para os 3,5 mil milhões de euros. No entanto, de acordo com a análise setorial da Informa D&B, o setor mantém valores 25% abaixo do que registou em 2019.

O segmento de comida rápida “foi o mais dinâmico”, algo que a Informa D&B atribui “à competitividade de preços e às mudanças nos hábitos de consumo da população”. Neste segmento, o volume de negócios cresceu 19% em 2021, para os 1,1 mil milhões de euros – o equivalente a 31% do total do setor.

Segundo a análise da Informa D&B, o volume de negócios dos restaurantes vai manter a tendência de crescimento em 2022, com os principais grupos de restauração no segmento de comida rápida a ganhar peso face aos restaurantes independentes de comida tradicional.

Assinala-se ainda “a crescente digitalização de processos e o prolongamento da tendência dos serviços de entrega ao domicílio e de recolha no restaurante, em consequência das mudanças nos hábitos dos consumidores”.

Em comunicado, a Informa D&B afirma que “o setor é caracterizado por um elevado grau de fragmentação empresarial, com uma oferta constituída maioritariamente por operadores independentes de pequena dimensão, em que a propriedade do capital coincide, regra geral, com a gestão da empresa”. No entanto, nos últimos anos, tem-se observado a tendência “para a concentração do negócio nas principais cadeias de comida rápida e de restauração informal”.

Em 2020 existiam 32.861 empresas gestoras de estabelecimentos de restauração a operar no mercado português, mais 570 do que em 2019 – o que corresponde a um aumento de 1,8%, consolidando a tendência de crescimento observada nos anos anteriores. As cinco principais empresas por volume de negócios detinham uma quota de mercado conjunta que rondava os 14%, enquanto a quota das dez principais se situava nos 17%.

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